sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Minha Entrevista à Rede Minas de Televisão

Eu dei uma entrevista ao programa Brasil das Gerais que é transmitido pela Rede Minas, na quarta-feira passada sobre a situação em Israel.

Claro que eu dei uma entrevista de uns 10 minutos e eles colocaram os piores 30 segundos do que eu falei, além de terem dado outro enfoque mas enfim, para quem estiver com saudade de me ver e para quem nunca me viu está aí a oportunidade. rsrs.

Por favor desconsiderem a voz de rádio de pilha porque a entrevista foi dada por skype, a uma hora da manhã horário de Israel e com o meu aquecedor ligado, então o som não é dos melhores. rsrs 


O programa é todo pró-palestina e para quem não quiser ver o vídeo inteiro pode colocar no minuto 11:40 que é quando ela me chama.






E apenas para que não chovam perguntas nesse sentido, sim eu sou favorável à criação do Estado da Palestina, mas definitivamente não há razão para que eu fale sobre isso no blog.

Um super abraço para todo mundo e mais uma vez muito obrigada pelo carinho que vocês têm comigo e com o blog. O blog existe apenas para tentar ajudar e esclarecer dúvidas, eu não ganho dinheiro com ele, meu único lucro é o feedback incrível que eu tenho de vocês.

Portanto, continuem escrevendo, deixando seus comentários, mandem sugestões e curtam a página no facebook, que é um canal que com certeza nos deixa mais próximos.

Vivendo em Israel no Facebook 

Vivendo em Israel no Twitter 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

As Consequências Apropriadas de um Cessar-Fogo Inapropriado

Algumas horas depois do meu último post foi assinado o acordo de cessar-fogo entre Israel e a Faixa de Gaza.

O cessar-fogo entrou em vigor oficialmente às nove da noite do dia 21, e nas duas horas subsequentes à entrada em vigor oficial do cessar-fogo Israel foi alvejado mais 12 vezes. Uma das centenas de reportagens a respeito disso você pode ver aqui. (em inglês). E que fique claro, Israel não revidou, nem respondeu de nenhuma forma estas agressões. Obviamente porque Israel assinou e está obrigado a cumprir o acordo, certo?

Infelizmente o Oriente Médio funciona como se os países árabes fossem crianças pequenas e mimadas e Israel fosse o Irmão mais velho, o que não pode errar, o que precisa dar exemplo, aquele que por ser maior sabe ou aprende a relevar a inconsequência dos demais. Como em brincadeiras infantis, as crianças pequenas são "café com leite" e sabendo que as regras das brincadeiras não valem para elas, se aproveitam para fazer o que querem e quando são contrariadas, gritam, choram e fazem seu escandaloso show contando sempre com a conivência daqueles que julgam mais fácil ceder que educar, ou pior ludibriar que enfrentar.

E cá estamos nós, diante de um cessar-fogo sem ética e sem lógica que vende ao mundo uma falsa sensação de paz e presenteia a nós Israelenses com o adiamento de um conflito inevitável e com a possibilidade de surgimento de atentados terroristas no país (coisa que já não acontecia há tempos) já que agora nossos "monstrinhos de estimação" estão se sentindo mais fortes e mais amados pelo mundo.

Agora eles acreditam que qualquer atentado terrorista que façam será visto como uma forma de protesto plenamente justificável, vamos apenas esperar que eles tenham tempo de se reorganizar e aguardar as consequências deste incrível acordo, aliás diga-se de passagem mediado pelos americanos, aqueles que não tem a menor noção do que seja Oriente Médio e que menos ainda entendem o que é paz.

Pausar um problema não significa solucioná-lo, mas seguramente servirá para dar ao mundo tempo para esquecer e ao Hamas, a oportunidade de adquirir gás novo e se rearmar e quando após inúmeras novas outras agressões Israel voltar a atacar, será Israel que terá rompido o acordo de cessar-fogo, não é assim?

Mas no momento, a vida voltou ao normal, até porque na realidade na maior parte do país (a exceção da região sul) a vida nunca deixou de ser normal, nada mudou, como eu já disse outras vezes aqui no blog, ainda que Israel entre em guerra a única coisa que mudará é que aumentarão as chances de que você escute uma sirene ou outra, mas em regra a vida segue como sempre foi. E mesmo em áreas afetadas a capacidade de recuperação é muito rápida, questão de horas, às vezes de minutos.

E a verdade é a seguinte, em 8 dias de conflito foram 1500 foguetes lançados contra Israel, o que resultou em 4 civis e 2 militares mortos e alguns poucos feridos, não sei o número exato, mas não foram muitos, além do que, também é preciso levar em consideração que Israel considera como feridos pessoas que são hospitalizadas em crise nervosa. Definitivamente estes não são números de um país violento e muito menos de um país em situação de guerra.

E passada a ressaca pós fim de conflito, o assunto que domina os telejornais são as eleições que irão ocorrer em 19 de janeiro de 2013 e sobre as quais eu falarei nos próximos posts.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O Atual Conflito Israel-Faixa de Gaza

Hoje dia 21 de novembro de 2012 o conflito entra no seu oitavo dia, mas como não tem sentido eu falar de hoje sem falar do início, vamos voltar um pouquinho no tempo.

Honestamente, não me é possível afirmar quando Gaza começou a lançar foguetes contra Israel, simplesmente porque isso acontece diariamente, não há um dia que isso não aconteça. Ocorre que, em primeiríssimo lugar o sistema de defesa de Israel (Kipat Barzel ou Iron Dome) é muito bom e em segundo lugar uma grande parte cai em área desabitada.

Então, primeiramente um vídeo para mostrar como funciona o Kipat Barzel (ou Iron Dome em inglês):

O vídeo é amador, mas dá para notar bem o momento de medo/preocupação e em seguida um momento de comemoração pelo Iron Dome ter funcionado bem. E dá para ouvir bem a sirene também.

 O Sistema de defesa de Israel para esse tipo de situação funciona assim, tocam as sirenes e as pessoas têm cerca de 60 segundos para se proteger/abrigar, nesse meio tempo o Iron Dome tenta "apagar" os foguetes que entram em seu território, uma parte das vezes é bem sucedido, outras vezes deixa passar porque calcula que cairá em área desabitada e, vez por outra falha mesmo e os foguetes passam, aí o resultado é esse: 

Esse foguete matou 3 pessoas da mesma família e deixou um bebê gravemente ferido.

De um modo geral, Israel convive bem com isso, a região sul do país é a mais afetada, ainda assim se leva uma vida normal por lá, sem maiores preocupações no dia a dia. 

Porém, no mês passado Gaza intensificou o lançamento de foguetes para Israel e as pessoas da região sul tinham que passar quase todas as noites em abrigos. 

Assim sendo, Israel fez uma ofensiva ultra-precisa à Gaza e matou o Ahmed Ja'abari, que era o chefe militar do Hamas e até onde se diz, segundo homem mais importante no comando e controle de Gaza. Entre outras coisas, ele foi responsável por liderar o Hamas na expulsão do Fatah de Gaza, traindo seus próprios irmãos palestinos, e também pelo sequestro do soldado israelense Gilad Shalit, que ficou sequestrado 5 anos e que depois de longa negociação voltou para casa este ano. Diga-se de passagem, ele foi libertado em troca de mais de mil terroristas que cumpriam pena em em prisões israelenses.

Claro que após a morte de Ja'abari não era segredo para ninguém que um conflito mais grave ocorreria. 

E desde então Gaza tem atacado fortemente Israel e obviamente, Israel contra-ataca, não tão pesadamente quanto poderia, uma vez que Israel é um país administrado por pessoas de bem e não por um grupo terrorista. Tanto assim, que 15 minutos antes de cada ataque Israel lança panfletos em Gaza pedindo que as pessoas se afastem das regiões-alvo. 

Isso é feito única e exclusivamente com o intuito de proteger os civis palestinos, mas claro que as pessoas têm a opção de permanecer onde estão e isso as torna vítimas, não de Israel, mas da lavagem cerebral que sofrem do Hamas. 

A população civil palestina é vitima diariamente do regime terrorista sob o qual vivem, que na realidade não as controla apenas pela força do medo, mas também e principalmente pelo poder da "propaganda alienante" e induz seu povo e o que é pior, suas crianças a se tornarem escudos humanos voluntários. É o mesmo tipo de lavagem cerebral/indução mental que sofrem os homens-bomba. 

Do lado de cá, Israel é fortemente pressionado a fazer um acordo de cessar-fogo, e o nosso primeiro ministro deseja ardentemente que isso ocorra, não porque ele é uma boa pessoa, mas  porque lamentavelmente ele está muito mais preocupado em ser político e fazer política do que em ser um Estadista e fazer história e não se pode desprezar o fato de que estamos em período eleitoral e como uma guerra deverá adiar as eleições (previstas para ocorrerem em 19/01/2013), ele está fazendo tudo para que a situação se apazigue logo.

Ontem à noite, no sétimo dia do conflito, onde em função de várias reuniões que ocorreram no Egito com a presença de membros da ONU e da Hilary Clinton, como mediadora, além de vários membros do governo de Israel e de representantes do Hamas, e depois de tudo que foi oferecido ao Hamas, inclusive reconhecer este grupo terrorista como liderança política de Gaza e a abertura dos portos, que eles tanto reivindicam. 

Com tudo isso, o Hamas mandou dizer que não, muito obrigado, mas essa noite eles ainda tinham mais uns foguetinhos para lançar. Ainda mais agora que os foguetes chegam a Tel Aviv e a coisa deve estar ficando mais divertida para esses doentes.

Dormimos com o Hamas nos mandando passear no bosque e acordamos com um atentado terrorista com as bençãos do Hamas (palavras deles). Explodiram um ônibus, deixaram 17 feridos, sendo 3 graves, no centro de Tel Aviv.

Ainda não estamos em guerra, estamos numa situação de grave conflito com Gaza, e claro que ninguém deseja uma guerra, mas infelizmente "a guerra é necessária para a manutenção da paz". (Sun Tzu - A Arte da Guerra).







domingo, 18 de novembro de 2012

A Quem Pertence a Faixa de Gaza?

Para entender essa pergunta e qualquer conflito que aconteça em Israel é preciso entender um pouquinho a história.

No fim da primeira guerra mundial existia um enorme território no Oriente médio, onde vários povos coabitavam, mas não existia um país, existiam cidades, regiões e tribos, mas nada que tivesse uma administração de caráter nacional. Entre esses povos viviam judeus e árabes-palestinos.

Antes da primeira guerra esses territórios eram "geridos" pelo então Império Turco-Otomano.

Com a derrota do Império Turco-Otomano no fim da primeira-guerra, a Grã-Bretanha, apoiada por questões políticas da época decidiu administrar essa região e a essa administração se deu o nome de Mandato Britânico na Palestina.

A finalidade dessa administração, teoricamente, era preparar aqueles povos para serem independentes e conseguirem gerir seus territórios na condição de Estados.
E foi justamente a Grã-Bretanha com o apoio da Liga das Nações que criou o projeto de dois Estados, um Judaico e um Palestino, nessa região.

A verdade é que a divisão dos Estados, num primeiro momento desagradou tanto judeus, quanto árabes. Vale ressaltar que grande parte do território que integraria o Estado de Israel foi comprada por Judeus de seus antigos donos, tanto na época do Império Turco-Otomano, quanto dos próprios árabes, já durante o Mandato Britânico na Palestina.

Em 1947, após o fim da segunda-guerra mundial que devastou e enfraqueceu o povo judeu, a Grã-Bretanha solicitou à ONU a partilha formal da região em dois Estados, um judeu e um palestino.

Nesse momento, antes mesmo da criação dos Estados a liga-árabe declarou guerra aos judeus que viviam na região, assim sendo, mesmo não tendo gostado da partilha e mais uma vez pressionados por uma guerra, os judeus, representados pela Agência Judaica aceitaram o plano de criação do Estado de Israel.

Alguns meses depois, em 14 de Maio de 1948 foi declarada a independência do Estado de Israel. O Estado da Palestina não aconteceu simplesmente porque os árabes não aceitaram.
Todavia, no dia seguinte teve início a primeira guerra árabe-israelense, declarada pelos Estados Árabes ao recém-criado Estado de Israel.

Assim sendo, durante a Primeira Guerra Árabe-Israelense muitos palestinos se refugiaram na Faixa de Gaza que era uma região que naquele momento não pertencia a nenhum país, mas que possuía uma considerável população nativa de origem palestina.

A primeira guerra Árabe-Israelense começou em 1948 e terminou em 1949 já com as fronteiras alteradas, já que Israel venceu a guerra e na condição de país podia então anexar os territórios que ocupava e dominava, como fazem todos os países do mundo em situação de guerra. Também durante esta guerra a Faixa de Gaza foi ocupada pelo Egito que passou então a controlá-la e a Jordânia ocupou a Cisjordânia. Na verdade essa guerra alteraria toda a configuração do Oriente Médio para sempre.

Em 1967, com o aumento das tensões na região, eclodiu a chamada Guerra dos 6 Dias e foi durante esse conflito e com o único objetivo de defender seu território, uma vez que Israel tinha todas as suas fronteiras cercadas por países árabes com uma força militar muito maior que a sua, Israel, sem opção, ocupou a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã com o objetivo de cercar as unidades egípcias. Sendo assim, o que parecia bastante improvável, devido as condições extremamente adversas aconteceu, e mais uma vez Israel venceu a guerra, por isso manteve o controle dos territórios que ocupou.

Em 1993, Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), que reivindicava a Faixa de Gaza, assinaram o Acordo de Paz de Oslo, que criou a ANP (Autoridade Nacional Palestina) e deu aos palestinos uma administração semi-autônoma de seu território.

O acordo de paz não foi cumprido, mas a Faixa de Gaza foi devolvida.

Israel se retirou e a ANP administrou a Faixa de gaza até 2005, quando por meio de um conflito armado interno, o Grupo Radical Hamas expulsou o Fattah da Faixa de Gaza.

Hoje o Hamas controla a Faixa de Gaza e o Fatah a Palestina.

Sobre a relação Israel, Palestina e Faixa de Gaza eu já falei aqui

Como o próximo post será sobre o atual conflito Israel-Faixa de Gaza seria até irresponsável da minha parte não mostrar um pouco a questão histórica.




terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dicas sobre Israel

Todos os dias quando eu abro a minha caixa de e-mail eu me deparo com pelo menos um que me pergunta:
"Você pode me dar dicas sobre Israel"?
-Claro! Leia o Blog! O blog é sobre "dicas" da vida em Israel.

Eu respondo e-mail, mensagem, adiciono no facebook, não tem problema, mas por favor, antes de enviar a sua pergunta dê uma pesquisada no blog e se for muito chato pesquisar o blog, pelo menos formule uma pergunta porque definitivamente, "me dê dicas" não é uma pergunta.

Mas, como eu sou muito legal, eu vou aproveitar esse post para responder as 10 perguntas que eu mais recebo:

  1.  Meu bisavô era judeu, eu sou judeu? Não, eu já expliquei esses critérios aqui.
  2. Se eu provar que sou judeu por teste de DNA, consigo imigrar para Israel? Não, o processo de imigração para Israel é documental, não é científico.
  3. Como eu faço para estudar em Israel? A mesma coisa que você faria para estudar em qualquer país do mundo. Decida que curso quer fazer, escolha a faculdade ou instituição, entre em contato com eles, veja os procedimentos deles e depois vá até o consulado ou embaixada de Israel e solicite seu visto de estudo.
  4. Posso trabalhar com visto de estudo? Não, você só pode trabalhar com visto de trabalho ou de residência. Página do consulado de Israel sobre vistos. 
  5. Em Israel se fala mesmo hebraico? Juro que nem tenho vontade de responder essa pergunta. Sim, é óbvio que em Israel se fala hebraico.
  6. Existe faculdade em Inglês em Israel? Sim existe, não são todos os cursos, mas existe muita coisa e sim em regra são mais caros que os cursos normais em hebraico. 
  7. Como eu consigo uma bolsa para estudar em Israel? Entre em contato com as universidades israelenses e veja se você está apto a pleitear uma bolsa. A maior parte das faculdades têm sites em inglês basta procurar. E lamento, mas se você não tiver inglês para fazer uma buscazinha na internet, também não terá para levar o curso ou solicitar uma bolsa. 
  8. Israel dá alojamento para estudantes? Não sei, acredito que não, mas só a instituição de ensino que você escolher vai poder te responder isso.
  9. Como é a questão da água em Israel? Também já falei sobre isso aqui.
  10. Em Israel tem emprego para brasileiros? Olha, especificamente um programa que dê empregos para brasileiros eu não conheço, em Israel tem empregos para pessoas qualificadas, se você tem alguma qualificação ou aptidão tente encontrar trabalho em Israel baseado nos seus conhecimentos, não na sua nacionalidade.
Como essas são as dúvidas mais frequentes acho que deve mesmo ajudar muita gente e poupar o trabalho de todos nós.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Israel, Palestina e Faixa Gaza

Embora eu ache extremamente desnecessário falar sobre isso, já que isso nem de longe tem a ver com a ideia de viver em Israel, sei que é preciso esclarecer alguns pontos, principalmente para aqueles que se imaginam especialistas em Oriente Médio sem jamais ter saído do Brasil.
Senhores esse post é para vocês!

Vamos começar diferenciando no mapa, Israel, Palestina e Faixa de Gaza.


Então para ficar bem fácil, as duas áreas em verde mostradas pelas setas são a Palestina e a Faixa de Gaza, Israel é a área do meio em cor de areia, até aqui ficou claro, né?

A Palestina fica a mais ou menos 60 km de distância da Faixa de Gaza. A relação de Israel com a Palestina é relativamente boa, tendo em vista que cerca de 100 mil palestinos têm visto de trabalho em Israel. 

Visto de trabalho? Sim, todos os dias cerca de 100 mil pessoas saem da Palestina para trabalhar em Israel, a grande maioria na região de Jerusalém, que é a área de fronteira entre os dois territórios. 

Já a Faixa de Gaza é um outro território, teoricamente deveria pertencer à Palestina, mas hoje a Faixa de Gaza é independente e tem administração própria distinta da Palestina. A Palestina é controlada pelo Fatah e a Faixa de Gaza é controlada pelo grupo radical Hamas. Tanto o líder palestino, como o da Faixa de Gaza foram eleitos em votação direta, escolhido por seus respectivos habitantes.

Não existe nenhum tipo de relação entre Israel e a Faixa de Gaza e, para dizer a verdade, também não existe relação entre a autoridade palestina e o grupo que governa a Faixa de Gaza. 

A única semelhança entre eles é que tanto na Palestina, quanto na Faixa de Gaza o povo é de origem palestina, como aliás também são os árabes-israelenses (em sua grande maioria).

E apenas para esclarecer, árabes-israelenses, são cidadãos de origem árabe e nacionalidade israelense que vivem em Israel com todos os direitos e obrigações de qualquer cidadão israelense, a convivência entre árabes-israelenses (católicos e muçulmanos) e israelenses judeus é plena e pacífica em todo o território de Israel.

E para que não reste dúvida, nem Israel e nem a Palestina são lugares onde se vive em guerra. Gaza sim é um local de instabilidade, afinal é governada por um grupo terrorista. Gaza constantemente atira foguetes contra Israel, a grande maioria Israel detecta e destrói ainda no ar ou permite que caia em áreas desabitadas. Mas claro é inegável que vez por outra um foguete atinge regiões habitadas, na maioria das vezes sem causar grandes danos, a não ser o dano psicológico. Porém sobre o sistema de defesa israelense eu vou falar num post à parte. 

E sim, Israel responde aos ataques, mas jamais em tempo algum Israel atacou ou atacaria Gaza sem primeiro ter sido atacado. E na minha opinião Israel é uma mãe, excepcionalmente paciente, pois poderia agir com muito mais rigor do que age.

E só para ilustrar uma foto da Palestina e uma de Gaza:


Nabulus-Palestina

Faixa de Gaza - A região toda tem 360 km².
*Essas imagens estão no meu computador há muito tempo, por isso não tenho como dar o crédito, se alguém souber, por favor me informe.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Paisagens de Israel: Mar da Galileia e Tiberias

Tibérias é uma cidade considerada importante para cristãos e judeus.

Para os judeus é considerada uma das quatro cidades sagradas do judaísmo (as outras são Tzfat, Hebron e Jerusalém) e, por isso é uma cidade de grande concentração de judeus ortodoxos.

Já para os cristãos é um local de relevância histórico-religiosa, pois é em Tibérias que estão localizadas as ruínas da sinagoga que Jesus frequentava, de Cafarnaum, onde Jesus teria realizado vários milagres e também da casa de Pedro. Além do Mar da Galileia sobre o qual Jesus teria andado.

Todavia, apesar da temática religiosa vinculada à cidade, Tibérias é uma cidade viva, que se localiza às margens do Mar da Galileia, que na verdade é um lago de água doce e que vive basicamente do intenso turismo não só religioso, como também voltado a esportes aquáticos e relacionados às propriedades terapêuticas do clima da região.

Algumas Fotos do Centro de Tibérias:




Uma das primeiras vistas que se tem do Mar da Galileia ao chegar em Tibérias. 
Esse "mapa" do mar da Galileia, na verdade é um medidor que indica o nível de água no momento.

Em Tibérias quase todas as praias são pagas, o que alíás é uma prática comum em Israel, assim como na maior parte dos países da Europa.


As fotos abaixo são da praia que fica dentro do Parque aquático Hof Gai. Por ser um parque aquático de um lado tem a praia e do outro tem piscinas alimentadas pela própria água do mar da Galileia.


Alguns tobogãs do parque.


Praia no mar da Galileia vista de dentro do parque aquático Hof Gai.




Também fizemos um vídeo curtinho do Mar da Galileia, durante um passeio de barco:



O Rio Jordão também passa em Tibérias, porém sobre ele eu falei num post específico: Rio Jordão

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Processo de Admissão e Noções de Direitos Trabalhistas em Israel

O início de qualquer processo seletivo se dá através de uma entrevista normal de emprego e, evidentemente, em Israel não é diferente.

As diferenças começam a partir daí. Uma vez que você seja contratado uma das primeiras coisas que a empresa faz é te dar um contrato de trabalho para assinar. Muito dificilmente você ultrapassará sua primeira hora na empresa, sem assinar seu contrato de trabalho.

Este contrato prevê de fato os direitos e obrigações seus e da empresa. Nele constará tudo que você fará na empresa, quantas horas trabalhará e de que forma, além do valor do seu salário, comissão (se houver) e todos os demais detalhes a respeito do seu tipo de trabalho.

Muitas empresas costumam ter o contrato também em inglês para aqueles que não dominam o hebraico.

Dependendo do tipo de trabalho você passará por um treinamento que obviamente será remunerado. Em Israel não existe trabalho ou treinamento sem remuneração.

No seu primeiro salário você já verá os descontos de Misrad HaBriut (seguro saúde), Bituach Leumi (previdência) e dependendo do valor do seu salário Mas HaChnassá (imposto de renda). 

Os primeiros três meses funcionam mais ou menos como um período de experiência, então se você continuar na empresa após esses três meses, você passará a descontar também o seguro privado que é um plano de aposentadoria e indenização particular, que é obrigatório em Israel. Esse seguro cobre além da aposentadoria por idade, uma indenização em caso de demissão e/ou invalidez. 

Esse seguro desconta um valor de 5% sobre o seu salário base e no quarto mês você descontará de uma vez os três primeiros meses. 

Em Israel existe também uma ajuda de transporte (nessiot) que varia de ₪300 a ₪600 shekels, dependendo da distância da sua casa para o seu local de trabalho. Esse valor não é descontado do seu salário, mas sim acrescido.

Já com relação às férias, para cada mês trabalhado você tem direito a um dia de férias, que podem ser tirados de uma vez ou parceladamente. Por exemplo, você pode pedir dois dias de férias numa semana, e emendar num feriado e você terá usado apenas dois dias de férias, não se contabilizando fins de semana, nem feriados.

E por fim, após um ano de trabalho, em caso de demissão a empresa precisa comunicar com um mês de antecedência e caso você queira sair da empresa também precisa comunicar um mês antes.

Com relação a seguro-desemprego, você terá direito desde que tenha pelo menos 12 contribuições nos 18 meses anteriores a sua demissão, porém o tempo que você receberá o benefício e o valor dependerá do salário que você tinha, da sua idade e do número de dependentes que você tenha. Você deve procurar uma agência do Bituach Leumi, o mais rápido possível após a sua demissão, de preferência no dia seguinte já para dar entrada no seu processo.

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