quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Atendendo a Pedidos - Novidades no Blog

A partir do início de setembro agora, vamos colocar duas seções novas no blog, uma que vai se chamar Paisagens de Israel e outra que vai se chamar Em Israel Tem.

A primeira como o nome já diz será para divulgar fotos e vídeos de Israel, todos feitos por nós, afinal Israel tem tanto lugar lindo e lugares que variam tanto de paisagem do verão para o inverno, não seria justo não mostrar para vocês. Afinal não existe nada melhor que conhecer um lugar através de fotos e vídeos pessoais, só assim se conhece a realidade, não é? E na medida do possível todas as fotos e vídeos serão muito bem explicados.

E a segunda seção será para mostrar coisas que as pessoas me perguntam muito se tem ou se não tem aqui, como leite em pó, molho de tomate e além de tipos de lugares ou o que mais vocês tiverem curiosidade.

Vou tentar colocar foto de tudo, já que eu percebo que vocês têm muita curiosidade em relação às embalagens.

Então serão duas seções novas e que vão precisar muito da participação de vocês, portanto podem perguntar, mandar e-mail, que eu vou tentando, o mais rápido possível, responder a todos.

Um super beijo a todos e continuem sempre por aqui. ;)



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hebraico

Toda vez que alguém me pergunta algo sobre a vida em Israel, na maioria das vezes essa pergunta está relacionada com o hebraico e as duas perguntas mais frequentes são: Hebraico é difícil? e Eu preciso falar hebraico para morar em Israel?

Então vamos responder às perguntas:

Hebraico é Difícil?

O hebraico é um idioma que assusta a maioria das pessoas por causa do alfabeto. É muito comum ver gente se perguntando como vou conseguir falar isso? ou como vou ler essas letras?

Na minha opinião a coisa mais importante que precisa ser entendida é escrita e leitura são criações do ser humano e linguagem falada é um processo natural, ou seja, que faz parte da condição humana.

O que eu quero dizer com isso? o grande erro de qualquer um que comece a estudar hebraico é se preocupar com o alfabeto, o alfabeto é uma "invenção" de alguém e tem por finalidade facilitar a comunicação e a transmissão de ideias. Em hebraico existem apenas 22 letras, basta sentar e decorar, o que não vai te levar mais do que uma ou duas tardes de estudo. A leitura é chatinha no começo por não existirem vogais, mas ela vai fluir, basta treinar.

Já a linguagem falada é um processo natural que inclusive molda toda a forma de raciocínio de um povo, e como o hebraico é uma língua afro-asiática, portanto constituída de forma totalmente diferente do português e dos idiomas ocidentais de um modo geral, falar hebraico é algo que se torna muito difícil para nós que temos como primeiro idioma uma língua latina.
Nossa linguagem mental desde a infância é construída sobre uma forma de pensar  e entender latina. O que, em regra, faz com tenhamos facilidade em aprender idiomas ocidentais e dificuldade com as línguas orientais.

Então é impossível aprender hebraico? Óbvio que não! Acontece que aprender hebraico passa também por aprender não só um novo jeito de falar e escrever, mas também e principalmente por aprender a pensar de outra maneira. Sem falar que você terá que reaprender tudo, até nomes de pessoas, já que os nomes comuns aqui não são Pedro, João e Maria, mas sim Ytai, Eitan e Anat. No começo é difícil distinguir até o que é nome de homem e de mulher.

Sei que isso na teoria parece dificílimo, mas não é, basta apenas ter um pouco de dedicação a mais do que se teria se se estivesse estudando inglês ou francês, por exemplo. E quanto maior a dedicação mais rápido você irá falar, e, claro que cada um tem seu ritmo, mas eu acredito que com dois anos de estudos sérios seu hebraico já esteja num bom nível.


Eu Preciso Falar Hebraico para Morar em Israel?

Bem, precisar não precisa, mas você jamais conseguirá ter uma vida plena aqui sem falar hebraico. É preciso lembrar que hebraico é o principal idioma de Israel, e o mais importante, é necessário entender que a vida aqui acontece toda em hebraico, se você não falar vai perder uma parte importante de tudo, vai estar sempre meio excluído dos acontecimentos.

Israel é um país cheio de feriados. Feriados em Israel não são como no Brasil, eles começam na noite anterior e duram todo o dia seguinte e às vezes mais de um dia, então você vai precisar saber qual o horário do último ônibus ou do primeiro pós-feriado ou ainda o que ficará aberto na véspera do feriado e até que horas. Como você vai fazer isso sem falar hebraico? Lembrando que ônibus e trens em Israel tem uma programação de horário e são sempre muito pontuais, mas para você descobrir que horas vai passar seu é preciso ler, já que as empresas costumam fornecer os quadro de horários por escrito e online.

Outra coisa importante está relacionada aos serviços de atendimento ao consumidor, muita coisa aqui só se faz por telefone e nem sempre há atendimento em Inglês, muitas vezes as empresas retornam sua ligação em até 24 horas com alguém que fale inglês, mas isso não é uma regra e muitas vezes você não pode esperar tanto tempo. Há muita coisa que se resolve também por internet, mas aí quase 100% das vezes será apenas em hebraico ou árabe o que não ajuda muito, certo?

Sem falar em uma série de promoções e descontos que são extremamente comuns em Israel em todos os tipos de lojas e prestadores de serviço, mas se não souber hebraico não vai tomar conhecimento de nada disso, além é claro da importância de se assistir ao noticiário de Israel que é algo que ajuda qualquer pessoas a se integrar e a entender o país, além de estar informado do que está acontecendo ou pode acontecer.

Sem falar hebraico, muito dificilmente você terá uma vida plena em Israel.

E para quem vive perguntando sobre de que forma eu estudei hebraico, eu falo sobre isso no post:
Como Eu Aprendi Hebraico? (Dicas)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Farmácias e Remédios em Israel

Se existe uma coisa rígida e bem padronizada em Israel são as farmácias e a forma como se vende remédios.

Uma das primeiras coisas que se nota nas farmácias israelenses é que elas são todas muito parecidas, para não dizer idênticas. Tudo é do mesmo jeito, a forma como dispoem os produtos, a parte de perfumaria, cosméticos e maquiagem de um lado, a de produtos infantis de outro e produtos naturais, chás e remédios que não necessitam de prescrição médica no meio.

A grande maioria dos remédios em Israel só é vendida com receita médica e acabou a história, não existe jeitinho, favor ou amizade.

Remédio é uma coisa extremamente séria e controlada. Por outro lado, nas farmácias israelenses não existem balconistas, todos que trabalham em contato com medicamentos são farmacêuticos e é de praxe que eles conheçam bem produtos naturais, produtos esses que são extremamente consumidos em Israel.

Deixando claro que produtos naturais aqui em Israel não são ervas ou chazinhos, são produtos manipulados, feitos em laboratórios sérios, simplesmente são produtos feitos a base de plantas, complementos, vitaminas e minerais produzidos para os mais diversos fins. Até porque os produtos costumam todos ter selo Casher (sim, não é apenas a comida que é casher, mas também remédios, cosméticos etc).

Claro que há produtos vendidos sem receita, como paracetamol, aspirina, alguns anti-inflamatórios com dosagem reduzida, remédios para gripe, para má-digestão, produtos naturais anti-fungo (israelense é vidrado em remédio contra fungo) e coisas do gênero.

O farmacêutico tem a função de explicar como se usa o remédio que você está comprando, pode ser o remédio mais simples, mas eles sempre perguntam se você conhece e dizem como tomar e é ele também a primeira pessoa que normalmente te consulta orienta, você explica o que sente, se for algo simples ele te indica alguma coisa que possa ser vendida sem receita, se for um pouco mais complexo ele te orienta a procurar um médico.

Uma coisa que facilita muito a vida quando não se fala hebraico é que em Israel a maioria dos medicamentos vem com a bula em quatro idiomas (hebraico, árabe, inglês e russo). Eles realmente têm a preocupação de tornar as bulas acessíveis, já que Israel é um país formado em sua esmagadora maioria por imigrantes. É possível até achar remédios e outros produtos com bulas em espanhol e português, mas claro que não são todos.
Típica Embalagem de Remédio em Israel, frente em hebraico e lateral com a indicação dos 4 idiomas da bula



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mudança de Nome e Identidade Israelense

Em Israel é permitido mudar de nome a cada 7 anos, aliás quando se faz aliah, uma das primeiras perguntas que te fazem ainda no Brasil é se você pretende trocar de nome, caso queira e já tenha um nome escolhido, quando você chegar em Israel sua identidade já será emitida com o novo nome (nesse momento é de graça).

A mudança de nome é uma prática relativamente comum em Israel e tem a ver com a tradição judaica da kabala, mas diferentemente do que ocorre em países como EUA, onde um novo nome "apaga" a existência do outro, em Israel o nome antigo continua constando nos seus registros.

A identidade israelense, além do documento de identificação plastificado normal, vem junto com um documento de papel (sefar teudah ou apêndice da identidade) onde constam todos os seus dados extras, como nome do marido ou esposa, nome dos filhos, caso os tenha, endereço, número de registro nas forças armadas (caso tenha servido) e seus nomes anteriores, incluindo "em nomes anteriores" mudanças de nome por vontade e mudança de nome por casamento ou divórcio.

Inclusive, por conta desse documento, toda vez que se muda de casa é necessário ir até ao escritório do ministério do interior (misrad hapinim) e atualizar seu endereço. É lei e é realmente obrigatório, aliás é uma das primeiras coisas que se deve fazer após se mudar para um novo endereço.

Para mudar de nome, basta ir ao escritório do ministério do interior (lugar este que você frequentará muitas e muitas vezes em Israel), normalmente levando uma foto 3x4 (esqueci o padrão), se você não levar sempre é possível tirar nas imediações, então você preenche um formulário com seus dados e o novo nome, paga uma pequena taxa e aguarda entre 5 e 30 minutos (dependendo da fila) para que emitam uma nova identidade e um novo sefar para você.

Não há qualquer burocracia, o único inconveniente é que no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte você precisará ir até o seu banco e entregar uma cópia da sua nova identidade, normalmente os bancos ligam em até 48 horas após a mudança para que você vá até lá (em Israel tudo é interligado), mas não há nenhum tipo de transtorno quanto a isso, você não precisa trocar o cartão bancário se não quiser e nem perde seus talões de cheque com o nome anterior, nada muda. O seu seguro médico, caso você não solicite um cartão novo, lhe enviará dentro de alguns meses um cartão com o novo nome.

O mais difícil é mesmo se acostumar com o novo nome.

Eu mudei de nome uns 10 dias depois de chegar em Israel, na época eu paguei uma taxa de ₪100 shekels, algo como R$ 50,00.

Levei 20 minutos para mudar de nome e 10 meses para me acostumar com ele, mas honestamente foi uma das melhores coisas que eu fiz. Eu me chamava Adriana, nome que eu tinha que repetir algumas vezes e soletrar outras tantas. troquei meu nome para Yaheli e nunca mais precisei repetir ou soletrar, muito mais fácil e prático.

É inegável que a mudança de nome acarreta questões psicológicas, por isso pense bem, porque você terá que passar os próximos 7 anos carregando esse outro nome.

domingo, 19 de agosto de 2012

Idiomas de Israel

Ao contrário do que se possa pensar, Israel tem dois idiomas oficiais, o hebraico e o árabe.

O árabe é a primeira língua de cerca de 20% a 25% da população Israelense. Portanto, pode-se dizer que o hebraico é o idioma mais importante de Israel, já que é a língua da maior parte da população, é o idioma que todo imigrante aprende quando vem para Israel (já que o governo fornece curso gratuito apenas de hebraico) e quase 100% da população árabe aprende hebraico como segundo idioma na escola, então não há dúvidas a respeito da importância do hebraico em Israel.

Ocorre que em 1991, com a queda do regime comunista e consequente fim da União Soviética, houve uma imigração em massa para Israel de judeus da Rússia e de grande parte das ex-repúblicas soviéticas, o que fez com que o país precisasse absorver, num espaço de tempo bastante curto, quase um milhão de pessoas.

Obviamente, esses imigrantes não aprenderam hebraico da noite para o dia e foi preciso que o país se reestruturasse para absorver essas pessoas.
O fato é que na realidade essas pessoas é que absorveram Israel e mudaram desde a mentalidade do país até hábitos alimentares, e junto com tudo isso veio também a língua russa que funciona hoje quase como um terceiro idioma em Israel, não é língua oficial, mas tranquilamente em todos os órgãos do governo, serviços de atendimento ao consumidor de todos os tipos, além de quase todo o comércio se pode encontrar atendimento em russo.

Além disso, em Israel existem canais de TV e emissoras de rádio que transmitem em hebraico, árabe e russo. Há canais apenas em árabe e canais apenas em russo, geralmente com legenda em hebraico, além obviamente dos canais em hebraico que costumam também ter legenda em hebraico em quase toda programação. Os caixas eletrônicos, em sua grande maioria tem opção de atendimento em hebraico, árabe, russo e inglês.

Os programas de computador para Israel como Windows e Word por exemplo vem nas opções hebraico, árabe e russo, além do Inglês.Você opta na hora da compra, o meu, por exemplo é hebraico e inglês.

Grande parte dos produtos vem com garantia e manual de instrução também nos três idiomas. Claro que há muitas coisas que só vem em hebraico ou hebraico e árabe, mas o russo é uma língua bastante corrente.

No meu prédio por exemplo, existem 28 apartamentos, dos quais apenas dois (o meu e mais um) são de moradores que não falam russo, portanto dá para ter uma noção do que é o russo em Israel, né?

Não é à toa que a Torre de Babel teria sido construída no Oriente Médio (rsrs).

Típica placa de Israel nos quatro idiomas (hebraico em cima, russo e árabe no meio e Inglês em baixo). Muitas placas não têm o russo.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Água em Israel

Como eu já disse inúmeras vezes, Israel não é um deserto, mas água hoje em dia é uma questão complicada em quase todos os países do mundo.

Lembrando que Israel é banhando pelo mar Mediterrâneo, pelo Mar Vermelho e pelo Mar da Galileia que na verdade é um lago que é Alimentado pelo Rio Jordão e que um dia foi a única fonte de água de Israel. Foi, porque hoje 50% da água que chega às torneiras de Israel é água dessalinizada e a previsão é de que até 2013 esse número chegue a 75%.

Israel viveu sim uma crise de água, não tenho muita noção de como foi porque foi anterior a minha chegada aqui, então o que eu posso seguramente afirmar é, de 2009 para cá não há nenhum tipo de problema de abastecimento de água em Israel. Claro que durante o verão existem campanhas do governo para que as pessoas economizem água, porque o verão é o momento que pode ser mais crítico, mas em regra geral a questão da água é bem controlada em Israel.

Outra coisa em relação à água de Israel é que ela é muito rica em Kalk. Eu não sei exatamente a tradução de kalk, alguns dicionários dão como óxido de cálcio, outros com cal ou calcário, enfim seja como for, esse elemento não tem nada a ver com o fato da água ser dessalinizada, na verdade, também existe kalk na maior parte da água da Europa , então não é um "privilégio" só de Israel.

O kalk não acarreta nenhum problema de saúde, a única coisa, digamos chata, é que esse kalk é um pó e toda vez que a água evapora fica uma macha branca no local, portanto, bancadas de pia e torneiras estão sempre com essas manchas e não tem jeito.

E outra coisa ainda mais chata é que todo eletrodoméstico onde se coloca água vai acumulando kalk e de tempos em tempos é necessário lavar com um produto anti-kalk. Esses produtos são encontrados em pó e em líquido, dependendo do uso deles (normalmente em pó para máquina de lavar e em líquido para outros eletrodomésticos), sem falar em toalhinhas umedecidas que normalmente se usa para limpar pias e fogões. Fotos abaixo:

Alguns produtos anti-kalk.

E esse pó branco é o kalk que fica quando a água seca, se não limparmos com anti-kalk.

E a única coisa que resta dizer sobre a água é que não se recomenda beber, mas para cozinhar não há nenhum problema, embora aqui em casa a gente use água mineral para fazer café, chá e sopa, o resto a gente usa água da torneira mesmo.

E com tudo isso, água ainda é um produto super barato em Israel, tanto a de abastecimento como a mineral. Só para dar uma ideia em números, uma embalagem com 6 garrafas de água mineral de 1,5 litros, varia de ₪12 a ₪17 shekels, o que daria em real, ao câmbio de hoje, mais ou menos algo entre R$ 6,00 e R$ 8,50. E nossa conta de água, que é bimensal e que inclui longos banhos diários, gira em torno de ₪ 160 shekels, portanto R$ 80,00 por dois meses de água, ou seja, tudo ridiculamente barato.

E só para terminar esse post com uma foto um pouco mais bonita:
Mar Vermelho no fim do verão de 2009 - Percebam já o vento na água.

E se alguém tiver curiosidade de ler um pouco mais sobre a questão do nível de água no mar da Galileia e sobre abastecimento de água em Israel, segue abaixo uma reportagem bastante interessante:

Reportagem sobre o Nível da Água no Mar da Galileia  *Em Inglês.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mil Visualizações em Menos de Um Mês

Hoje faz um mês que coloquei o blog no ar, mas quando eu comecei a escrever jamais imaginei que teria tanto acesso em tão pouco tempo.

São mais de mil visualizações em menos de um mês e se levar em consideração que o blog levou 10 dias para aparecer nas pesquisas do Google, dá para ver que o acesso diário é realmente grande.

Quando eu vim para Israel eu procurei muita coisa na internet sobre a vida aqui e não encontrei nada, a não ser gente divulgando notícias ou falando em sionismo (pessoas estas que na maioria das vezes, além de não morarem em Israel não têm a menor ideia de como é a vida aqui) e gente falando em balada, outra coisa que eu não entendo, parece que diferentemente de quem imigra para outros países, quem vem para Israel parou na Terra do Nunca e esqueceu de crescer, não tem noção de que mudar de país é um pouco mais sério do que ir ao supermercado e comprar outra marca de sucrilhos.

Eu também gosto se sair, mas eu também tenho consciência que a minha vida é muito mais que três latas de cerveja no fim de semana.

Enfim, como a repercussão está sendo muito legal e muito positiva, acho que o blog está no caminho certo. Saibam que esse é o tipo de coisa que eu gostaria de ter encontrado antes de vir para cá, porém como esse blog é feito para vocês, para tentar facilitar pelo menos um pouquinho a vida de quem está desembarcando por aqui, podem perguntar e sugerir temas. 

Lembrando sempre que tudo que está escrito aqui é baseado nas minhas experiências, opiniões e observações, então claro que vão haver assuntos que eu não serei capaz de comentar, mas na medida do possível, vou tentando colocar um pouco de tudo aqui.

Um grande beijo a todos e continuem sempre por aqui. ;)

Oxford, meu gato, o único israelense nativo da família.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quanto custa morar em Israel?

Perceba que o post se chama quanto custar morar e não quanto custa viver em Israel.
Neste caso específico, vou falar das contas que se paga dentro de casa, mas a frente eu falo sobre custo de vida de maneira mais ampla.

Vamos começar com as contas que geralmente todo mundo paga e como se pode pagar cada tipo de conta.

Água, luz e gás: Quando se muda para um apartamento novo, a primeira coisa que se precisa fazer é habilitar estes serviços, caso tenham sido desabilitados e passá-los para o seu nome.
Quando se faz um contrato de aluguel em Israel, o procedimento correto é que se coloque no contrato em que valor estavam os marcadores de gás (em caso de ser gás de rua), de água e de luz e a partir desse valor você começa a pagar.

Para colocar as contas em seu nome é necessário entrar em contato com as respectivas empresas via telefone (o que é bem complicado  para quem está chegando em Israel) ou ir até o escritório deles e tentar se entender. Nesse momento você informa também como pretende pagar cada conta, o que pode ser feito via cartão de crédito, por débito automático (horat hakêva) ou você pode ainda optar por receber a conta e pagar nos correios ou no banco. O mais comum é cartão ou débito automático, mas quando se opta por receber a conta em casa, geralmente, se dá preferência por pagar nos correios, já que os bancos cobram uma pequena taxa.

No mais, essas três contas são bimensais. Caso seu prédio não tenha gás de rua, você poderá comprar botijão de gás, que nos prédios israelenses são conectados às tubulações dos apartamentos no térreo, não existe em Israel (pelo menos eu nunca vi) bujão de gás dentro dos apartamentos.

Arnona: Funciona como uma espécie de IPTU, mas diferentemente do Brasil, a dívida pertence a pessoa e não ao imóvel. o valor da arnona é proporcional ao tamanho do apartamento e varia de acordo com a área e região do imóvel. A transferência dessa conta para o seu nome se faz na prefeitura, também é uma conta bimensal e também pode ser paga da mesma forma que as outras, conforme explicado acima.

Imposto de TV: Isso é algo que ninguém te conta que você terá que pagar, um dia você abre sua caixa de correios e descobre uma conta nova. A partir do momento em que você adquire um aparelho de TV, mesmo que seja para jogar vídeo game, você passa a pagar esse imposto. Não se preocupe com nada, o imposto chegará até seu endereço alguns meses depois. Não é um imposto caro e é anual.

Celular, Internet e Tv a Cabo: Estas são umas das poucas contas mensais em Israel. Não há muito o que dizer, já que esse tipo de serviço é padrão mundial, você escolhe a empresa e o plano que melhor se adequa a você.

Condomínio: Os prédios padrão em Israel não costumam ter condomínios, no máximo uma pequena taxa de  faxina e uma super irrisória taxa de luz da área comum do prédio. Acredite, na maioria dos prédios isso custa o valor de um lanche.

domingo, 12 de agosto de 2012

Alugar apartamento em Israel

Chegar num país e alugar o primeiro apartamento é sempre complicado, mas em Israel pelo menos não há tanta burocracia, nem tantas exigências.

O contrato de aluguel padrão em Israel é de um ano com preferência de renovação para você, portanto você só sai do imóvel ao final do contrato se quiser, porém em Israel não se quebra contrato com facilidade, então se você alugou um imóvel por um ano tem duas opções ou fica um ano morando naquele endereço e depois se muda ou tenta passar o seu contrato para alguém.

Transferir contrato é uma coisa muito comum em Israel, transfere-se contrato de tudo, de internet, de conta de celular, mas o mais comum é mesmo com contratos de aluguel. Num contrato padrão não costuma existir proibição quanto esse tipo de coisa.

O que podem exigir de você:
Em Israel não se costuma pedir garantia em dinheiro como no Brasil, o método mais comum em Israel é o proprietário ou o corretor pedir até três meses de aluguel adiantado e depois você fica três meses sem pagar aluguel, só voltando a pagar aluguel a partir do quarto mês. Isso não é garantia é apenas pagamento adiantado!

Também é comum proprietários que queiram receber o aluguel de dois em dois meses, como aliás são quase todas as contas em Israel, bimensais (luz, gás, água etc).

Outra coisa que o proprietário pode pedir é que você dê os 12 meses em cheque pré-datado. Pois é, o cheque pré-datado não é um privilégio do Brasil.

Caso você alugue com um corretor ele irá te cobrar um mês de aluguel depois do contrato assinado, normalmente esse é o valor que o corretor cobra pelo trabalho dele, não quer pagar, alugue direto com um proprietário.

Outra alternativa para quem está alugando o primeiro apartamento é alugar um studio que é um apartamento normalmente bem pequeno, porém com todas as contas incluídas, ou pelo menos com luz, água e arnona (imposto tipo IPTU) incluídos, alguns cobram gás à parte.

Ao final de um ano, os aluguéis costumam ser reajustados e esse reajuste é fixado pelo governo, normalmente varia de 8% a 10%, mas claro tudo sempre pode ser conversado e é possível permanecer alguns anos no mesmo endereço sem reajuste algum.

E a última coisa importante que você precisa saber é, em Israel qualquer problema que ocorra no apartamento é responsabilidade do proprietário. Sua única obrigação é pagar seu aluguel e conservar o imóvel, nenhum custo extra será passado para você. Portanto, se estourar um cano, tiver um vazamento  ou um curto-circuito a única coisa que você pode e deve fazer é comunicar ao proprietário (a) e pedir para que ele conserte. Pela minha experiência, os proprietários agem muito rapidamente para solucionar qualquer tipo de problema.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Lei do Retorno, Direito ao Aliah e Certidão de Judaísmo

Eu não ia falar sobre isso, mas como as pessoas perguntam muito e entendem muito pouco os critérios utilizados vou tentar esclarecer um pouco.

A lei do retorno é a lei que define quem é judeu e por consequência quem tem direito a fazer Aliah. Os critérios da lei são baseados na religião judaica e nos critérios utilizados pelo Nazismo durante a segunda guerra.

Basicamente a lei diz o seguinte:

Tem direito a fazer Aliah todo judeu e descendente de judeu até o terceiro grau, assim como seus cônjuges.

Aí vem a grande questão: Quem é Judeu?

Judeu é toda pessoa nascida de mãe judia, portanto os filhos de mães judias sempre serão judeus de primeiro grau.

Acontece que a lei também assegura o mesmo direito aos descendentes de judeus e aos judeus convertidos.

Portanto, descendentes de judeus, são os filhos de pai judeu. O homem não passa o judaísmo, dessa forma os filhos ou netos de um homem judeu, são considerados descendentes de judeu de segundo ou terceiro graus, respectivamente.

Judeus convertidos têm direito a fazer Aliah, depois de alguns anos de conversão, normalmente 5, mas com relação ao judeu convertido é preciso ter certeza do rito que foi escolhido para a conversão e levar em consideração que alguns tipos de judaísmo, como o Judaísmo Messiânico, por exemplo, não são reconhecidos pelo Estado de Israel.

Cônjuges com mais de um ano de casamento são equiparados a judeus para fiins de Aliah.

Como eu já tinha escrito sobre Aliah e sobre casamento, para ler um pouco mais sobre Aliah de um modo geral ou sobre cônjuge, clique nos respectivos links.

Aí vem a segunda grande questão: Como se faz prova de judaísmo?

O documento necessário para essa comprovação se chama certidão de judaísmo. Aí você pensa e onde eu arrumo isso?

Bem, se você for judeu praticante ou seus pais ou avós tiverem sido, fica mais fácil, basta você ir à sinagoga que eles frequentavam, conversar com o rabino (ou com a secretária dele), explicar quem é você e que precisa desse documento para fazer Aliah. Ele vai te dar, não é de graça, mas não é difícil.

Caso sua família não tenha sido praticante você vai ter que procurar um pouco mais, por um avô ou avó ou bisavó (mãe da sua avó) que tenha sido enterrada num cemitério judaico ou encontrar algum tipo de vínculo que te ligue ao judaísmo, em linha reta e até o terceiro grau. uma ascendência feminina é sempre melhor, mas claro que serve um certificado de Bar-Mitzvá do seu pai ou avô, por exemplo.

Os sobrenomes judaicos também podem ser utilizados como prova, mas como normalmente não comprovam o grau de parentesco, vai da boa vontade do rabino, aceitar ou não. Que fique bem claro, sobrenomes judaicos são nomes como Berlinski, Cohen ou Rosemberg, não é esse papo furado de meu sobrenome é Pereira ou Silveira e eu sei que minha família era judia há 500 anos em Portugal, porque isso não vale nada, ok?

Outra coisa, os parentes que você usar para comprovar seu judaísmo não podem ter se convertido, voluntariamente, a outra religião, portanto caso isto tenha ocorrido, cabe a você não citar esse fato.

Acho que isso clareia a maior parte das dúvidas.

Qualquer coisa que eu não tenha mencionado deixe sua pergunta aqui em baixo.





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mitos do Brasil

No Brasil se costuma acreditar que frutas e café só existem no Brasil, pois bem, vou contar um segredo: É mentira!

Em Israel existe uma enorme variedade de frutas e de café. Aliás esse talvez seja o primeiro grande mito a ser derrubado, o café brasileiro pode ser ótimo e realmente é, mas no Brasil só se produz, em larga escala, um tipo de café que é o café arábica, já em Israel se acha facilmente todos os tipos de café produzidos no mundo, todas as variações de grãos e todos os tipos de torragem e moagem.

Então vamos por partes:

FRUTAS:
Israel é auto-suficiente na maior parte de sua produção agrícola, além de ser um país com tecnologia de ponta neste setor, portanto em Israel se encontra uma variedade enorme de frutas, das mais simples, como banana, maçã, manga e laranja às mais exóticas como kiwi, lichía e tumbo (fruta típica da Bolívia e que é uma variação do maracujá) e quase tudo é produzido aqui. Sem falar nas frutas e sementes típicas da região como tâmara, damasco, ameixa, cereja, castanhas, amêndoas, girassol e frutas secas em geral.

A diferença é que por ser um país de estações bem definidas as frutas são vinculadas à época do ano, por exemplo melão e melancia só se encontra durante o verão, enquanto morango e goiaba só costuma se encontrar quando o clima esfria.

As frutas daqui são extremamente doces e suculentas e, ao contrário do que se possa imaginar, não são caras.

Frutas que nós tínhamos em casa no momento em que escrevi esse post (verão).

E obviamente, existem frutas que são encontradas o ano todo, com facilidade, como laranja, uva e frutas secas de um modo geral. As únicas frutas que não se vê por aqui são caju, mamão e côco verde (côco seco tem).

CAFÉ:
Com relação ao café, sem querer desmerecer o café brasileiro, mas há outros sabores a se conhecer além de uma única espécie de café embalada por meia dúzias de marcas.

Israel não produz café, mas industrializa, portanto a maior parte do café consumido em Israel é processado aqui. Os cafés mais comumente encontrados nas cafeterias de Israel são o café conilon e o café arábica. Em linhas gerais o café conilon possui mais cafeína e menos aroma e o café arábica tem um sabor mais extenso e é menos amargo (e particularmente é o tipo de café que eu prefiro), Café em Israel geralmente é proveniente da  África, da Colômbia e da Guatemala.

O café conilon no Brasil, normalmente, é utilizado para produzir café solúvel, porém esse tipo de informação não costuma vir nas embalagens, mas em Israel é comum constar nos rótulos o tipo de café utilizado na produção e o percentual de cada café, quando se mistura espécies.

Na minha opinião o café da Guatemala é o melhor do mundo, é café arábica produzido nas melhores condições de solo para este tipo de grão (solo vulcânico, o que influencia no sabor) e altitude elevada, o que faz com que esse café seja saboroso, encorpado e com um grau de acidez muito menor.

Porém, excluindo a questão técnica, em Israel se encontra cafés produzidos de todas as formas, os mais comuns são o café para máquina de expresso ou cafeteira, o café turco (onde se coloca o pó na água e deixa assentar, não é solúvel, mas também não se usa filtro) e claro, o café solúvel. O nosso café tradicional de coar no filtro, normalmente é mais chatinho de achar e mais caro um pouco.

Sem falar que em certas regiões também se encontra o pó à moda árabe, temperado com algumas especiarias como cardamón (ou cardamomo), mas esse tipo de aventura pelo mundo do café eu só recomendo pós-adaptação aos novos sabores (rsrs).

Alguns cafés que tínhamos em casa e que ainda estavam em suas embalagens originais.




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Semana Israelense

A semana comercial Israelense diferentemente de (quase) todas as outras do planeta vai de domingo a quinta, sexta e sábado é fim de semana.

Israel é um país judaico e guarda o sábado (shabbat), só que o dia israelense não começa à meia noite ou ao amanhecer, o dia começa no momento em que anoitece e portanto, termina o dia anterior.
O que significa dizer que o shabbat começa no fim da sexta-feira, mas como os trabalhadores precisam de tempo para chegar em casa e receber o shabbat, isso acaba ainda mais cedo.

Em resumo, as coisas em Israel funcionam até mais ou menos umas três da tarde de sexta (esse horário varia de acordo com o momento em que escurece, então um pouco mais cedo no inverno, um pouco mais tarde no verão, mas a média é essa).

E o que fecha no shabbat? tudo!!! Absolutamente tudo mesmo! Só para começar a história os transportes param, ônibus, trem, vans tudo pára, só sobram uns poucos táxis pelas ruas.

E como param os transportes todo o resto é obrigado a parar por consequência. Então fecha tudo, cinema, teatro, restaurantes, todos os escritórios, lojas, supermercados até alguns canais de TV e estações de rádio param de transmitir.

Mas isso tem suas vantagens, você acaba ficando mais disciplinado para ir ao supermercado ou farmácia, comprar o que precisa até quinta-feira, porque depois já era, só no domingo.

Claro que procurando bem você encontra um mercadinho pequeno e caro daqui, uma pizzaria dali, mas transporte não tem mesmo.

Também é verdade que as coisas são menos rigorosas de acordo com a religiosidade das cidades e nas cidades de maioria árabe de fato não existe nada fechado no shabbat. Tudo funciona normalmente durante o shabbat, inclusive circulam ônibus, menos frequentes, mas circulam e em locais de maioria católica o comércio fecha no domingo e de maioria muçulmana fecha na sexta-feira, mas nessas cidades geralmente os transportes, entretenimento e a vida de um modo geral não param.

Por isso eu moro numa cidade árabe!!! Por isso e por outras questões que não cabem nesse post, quem sabe em outro.

E antes que venham me dizer que eu disse que nas cidades árabes a semana é de segunda a sexta, eu  NÃO  disse, simplesmente porque  NÃO  é, ok?

A semana comercial israelense é de domingo a quinta, ocorre que em algumas cidades, durante o fim de semana, as coisas não fecham ou fecham em dias alternativos, a critério dos donos dos estabelecimentos ou administradores das empresas, mas obviamente a maior parte dos escritórios, escolas e órgãos do governo não funcionam, afinal é fim de semana.

Outra coisa que eu também NÃO disse é que só moram árabes nas cidades árabes, eu não disse isso, porque mais uma vez não é. Existem árabes (católicos e muçulmanos) morando e trabalhando no país todo, simplesmente existem cidades de maior concentração de árabes, assim como no Brasil tem cidades no sul com maior concentração de descendentes de alemães ou russos, é a mesma coisa, fatores históricos que moldaram fatos do cotidiano atual.

Nosso gato Oxford e uma pizza do Domino's Pizza

Bom Fim de Semana ou como se diz por aqui Shabbat Shalom!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mundo Mix num Mix de Mundos

Cristianismo, Islamismo e  Judaísmo. Árabes de origem síria, libanesa e palestina. Judeus de origem iemenita, marroquina e europeia que se tornaram também os judeus das Américas, tudo isso junto forma Israel.

Engana-se quem pensa que árabes e judeus têm algum problema em Israel. A convivência entre os povos e as religiões dentro do Estado de Israel é plena e pacífica, além de unificada. Não existe em Israel nenhum tipo de segregação por qualquer motivo que seja, uma vez que são todos ligados pela mesma nacionalidade e pelo mesmo sentimento patriótico. 

Só para ter uma ideia eu moro em Nazaré, que é a maior cidade católica de Israel, e todo dia por volta das quatro da manhã nós somos acordados pelo auto-falante das mesquitas daqui entoando cânticos para as orações matinais (esqueci como se chama) e toca muito alto mesmo! Se isso não for liberdade religiosa, eu não sei mais o que é.

Sem falar que em Israel é realizada uma das maiores paradas gays do mundo.

Ou seja, Israel nem de longe é um país preconceituoso ou retrógrado. Nenhum tipo de comportamento ou escolha social é punida ou enquadrada como ilegal.

Não é verdade dizer que Israel proíbe o casamento entre pessoas de religiões diferentes, o que ocorre é que em Israel só existe casamento religioso, não existe casamento civil (ainda), o que as pessoas fazem é viajar até o Chipre que fica a 40 minutos daqui e se casar lá. Uma vez casados, averba-se a certidão de casamento em Israel e ponto final, e o procedimento não é burocrático.

O negócio é tão comum que existem inúmeras empresas em Israel que oferecem diversos tipos de pacotes no Chipre, com vários estilos e preços de casamentos. O casal já chega ao Chipre com a cerimônia toda acertada e pode escolher tudo, desde um simples casamento civil (com ou sem bolo), até uma mega festa com qualquer tipo de decoração e escolhe ainda se quer uma cerimônia religiosa, ecumênica ou de qualquer outro culto, sem maiores problemas. Se as cerimônias de lá tem algum valor religioso eu não sei, mas civil com certeza tem e gente nascida e criada em Israel se casa lá desta forma, já que não existe qualquer tipo de burocracia e acaba saindo mais barato que casar aqui.

Outra coisa que caracteriza Israel é a comida, engana-se enormemente quem pensa que vai chegar aqui e encontrar aquelas comidas judaicas que a vovó fazia (gefilte fish, borscht etc), a grande influência da culinária Israelense é árabe/marroquina, portanto a comida típica de Israel é a mesma de qualquer país do Oriente Médio (kebabi, shawarma, falafel, pão pita, pão laffa e hummus).

Claro que em Israel se encontra todo tipo de comida de pizza e macarrão a Mc Donald's e comida japonesa tem de tudo aqui, eu estou apenas me referindo à comida típica. Aliás diga-se de passagem Israel deve ser o país do mundo com o maior número de Mc Donalds por habitante.

Por incrível que pareça a única coisa difícil de achar por aqui é mesmo comida judaica, comida judaica não é comida Casher (ou kosher) comida judaica significa comida da tradição judaica, pelo menos da tradição ashkenazi que é o que eu tive a oportunidade de conhecer no Brasil.

Esse tipo de comida, normalmente só se encontra para vender congelada em supermercado, quando encontra.

***Sobre comida casher eu vou falar num post à parte.

E sobre as músicas, o que toca em Israel é o que toca no mundo todo, sem esquecer de mencionar que existe por aqui uma profunda predileção pela música brasileira, claro que se você pensar que Teló e companhia tocam ou tocaram incansavelmente em todos as rádios, shoppings, farmácias, supermercados e elevadores de Israel isso não é lá uma grande vantagem. Mas quando você pensa que um cara como Gilberto Gil fez um showzaço  (Eu fui!!!) e 20 dias antes do show já não tinha mais ingresso à venda e lá chegando você percebe que a maior parte de quem está lá é Israelense mesmo, dá um puta orgulho da música brasileira.

É isso, Israel é uma deliciosa mistura não miscigenada, impossível de ser explicado, mas uma delícia de ser vivido.

Show do Gil em Raanana em 2011




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

There's No Place Like Home - Estar em Casa é se Sentir em Casa

"There's no place like home", que em português significa literalmente "não há lugar como a nossa casa" é a frase mais marcante do filme O Mágico de Oz e talvez seja a frase que resuma mais verdadeiramente o processo de adaptação à imigração.

No filme a personagem central Dorothy Gale não se sente muito adaptada ao lugar em que vive e sonha com um lugar perfeito além do arco-íris (somewhere over the rainbow), pois bem ela encontra esse lugar dos sonhos e fantasias infantis dela e ao chegar lá, ela percebe que toda essa magia e perfeição transformadas em realidade não são exatamente o que ela buscava e passa toda a história tentando voltar para casa. E como tudo não passou de um sonho (ou delírio) voltar para casa se resume em acordar, despertar para a vida e perceber que sua casa é onde você quer que seja e adaptação é um exercício de dentro para fora.


Se adaptar passa antes de mais nada por você querer se adaptar, por descer do mundo da fantasia e compreender que estar em casa é se sentir em casa, com todas as vantagens e desvantagens que isso possa acarretar.


*** Para quem não se lembra da cena ou não assistiu, aí está o vídeo. Lamento, mas só encontrei em inglês, de qualquer forma, mesmo que inglês não seja o seu forte, acho que dá para captar a mensagem.



Estar em casa é muito mais um estado de espírito do que uma mera localização geográfica.

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